terça-feira, 2 de março de 2010

gosto de ler Camilo














Não resisto, volta e meia leio ou releio Camilo. Há uns tempos andei atrás das Memórias do Cárcere; finalmente aí vou eu «O fidalgo, notável por sua riqueza e excentricidade, herdou dos seus preclaros avós a costumeira de acoitar criminosos, que o braço justiceiro não ousa ir arrancar de lá. Respeitam-lhe a prosápia as justiças de léguas em torno, e não lhe respeitam menos os obuses, com que tem artilhados os torreões do palácio, e os numerosos servos, e o contingente de criminosos, agasalhados nos palheiros da casa impenetrável.»

segunda-feira, 1 de março de 2010

já nasceu o dono deste xaile
















O bebé que vai usar este xaile, nasceu ontem. Um rapaz muito educado que esperou que a obra estivesse terminada.
Como o tempo passa a correr, não deve faltar muito para que cresça e se torne um homem. É sempre assim e ainda bem, pois esta renovação é fundamental para a nossa existência.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

fazer justiça ao nome















Maria dos Trapos é a graça deste blogue.
Maria dos Trapos acabou o casaquinho 3/4 há alguns dias, mas só hoje teve tempo de tirar a fotografia da praxe.
Maria dos Trapos, como sabe que as leitoras apreciam, não quis deixar de mostrar esta obra e ao mesmo tempo fazer justiça ao nome.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

11ª edição das Correntes d'Escritas

O encontro de autores ibero-americanos, Correntes d'Escritas, começa hoje com o anúncio dos vencedores dos Prémios Literários Casino da Póvoa.
Dezenas de escritores encontram-se ali para participar em mesas-redondas e outras actividades como a visita às escolas do concelho.
O povo pode andar por ali e tomar contacto com escritores, escritas, livros e com o oceano ali paredes meias.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Não se pode mostrar os dentes


Como a Primavera está a chegar tomei a sensata decisão de ir a pé para o trabalho. Para facilitar atravessei o hospital e fui encontrando figuras tipos ou aquelas pessoas que habitualmente chamamos cromos. Figuras da administração «papelar» e figuras médicas, conduzindo-se em transporte que não deixa dúvidas de que a doença dos outros é um negócio rentável. Doentes tristes, cabisbaixos deixando transparecer que a doença para além de magoar é coisa que humilha.

Os transeuntes, o lado mais animado como é óbvio, são cromos mais heterogéneos e entre elas a mãe e o filho que me fizeram companhia na caminhada. A mãe recolhe lixo nos caixotes da cidade, o filho acompanha-a e como conhece bem o lado estropiado da cidade vai, a esmo, alardeando cumprimentos. A mãe aos gritos vai dizendo – pá e vassoura, que maneira é essa de falar. Por minutos perdi-os de vista, mas à saída do recinto voltei a ouvir as recomendações da mãe – estás a ouvir, não se pode mostrar os dentes àquela gente.

É verdade, não se pode mostrar os dentes, nem àquela nem a outra gente. E se a caminhada não tiver o mérito de me tirar algumas gramas, teve de certeza a vantagem de recordar algumas regras de conduta em sociedade.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

gosto de andar de eléctrico







«Gosto de andar de eléctrico» quem o diz é o olisipógrafo José Sarmento de Matos no CIDADES do jornal Público.

A correria generalizada em que se passou a viver obrigou toda a gente a passar ao lado do grande prazer que uma viagem de eléctrico propicia. Conhecer ou revisitar a cidade dentro de um eléctrico é uma vantagem que Lisboa oferece a quem se quiser deixar levar.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

O livro de Elisabeth Badinter

Le conflit, la femme et la mère (Flammarion), o livro da filósofa e feminista Elisabeth Badinter foi publicado em França há uma semana e já está no topo das vendas.

Badinter considera que depois da revolução feminista dos anos sessenta se instalou uma «revolução silenciosa» que provocou um retrocesso ideológico relativamente ao papel das mulheres (um regresso ao «naturalismo» na maternidade, a pressão para as mães abandonarem as carreiras ou serem «supermães».)

Este livro tem dominado o debate, em França, envolvendo políticos, intelectuais, feministas.

Pode ser que chegue cá — o livro e o debate!