quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
horta
Os lavradores têm dito horrores do tempo. Eu felizmente não me queixo. As alfaces estão lindas, a hortelã também e o aipo começa agora a estar pronto para, depois de receber os primeiros raios de sol, ir parar ao tacho do risoto.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
kindle
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Tempo das romãs

Uma esperança em Vão do paquistanês Nadeem Aslam conta a história de vidas cruzadas durante a invasão soviética ao Afganistão, em 1979.
Uso o papel que envolve o sabonete de romã da Ach Brito para fazer marcadores de livros.
Aforismo de segunda-feira
domingo, 3 de janeiro de 2010
Listas
Quando começa o ano gostamos de fazer projectos. Listas, mais ou menos extensas, cheias de deveres para cumprir. Também tenho uma lista cheia de coisas para fazer, e uma delas é ler A Vertigem das Listas de Umberto Eco, que alguém, em boa hora, inclui na lista de ofertas de Natal.
Folheando encontrei estas palavras:
Retórica da Enumeração
A retórica estimou desde a Antiguidade listas ritmicamente medidas e mensuráveis, nas quais aludir a quantidades enexauríveis não era tão importante quanto atibuir a qualquer coisa propriedades de um modo redundante, frequentemente por puro amor pela repetição.
Listas de Lugares
Tal como os indivíduos e as coisas, também os lugares são frequentemente indizíveis e, mais uma vez, o escritor recorre ao et caetera da lista.
quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
O ano em revista
"O ano em revista" lembra qualquer coisa que andava no ar de antigamente. Agora as coisas são mais simples. Os anos passam mais depressa, mas já não deixam marcas. E quando se quer passá-lo em revista é difícil e é preciso apertar bem os olhos, como fazem as crianças, para tentar trazer à memória algo que valha a pena.
Vejamos, talvez a cama aquecida, bem quentinha, para onde apetece ir ler antes de adormecer, ou as idas à sessão da meia-noite para ver aqueles filmes que os críticos asseveraram imperdíveis. Também os passeios pela cidade, à sexta-feira à tarde, antes de ir jantar. Uma cidade onde não faltam as avenidas largas, as lojas de montras brilhantes, o trânsito caótico, o anoitecer luminoso. Os livros que não foram lidos como se tinham pensado, os papéis que não foram arrumados e tudo o mais que se pensou fazer e que ficou incompleto.
Mas o Ano Novo é sempre um tempo renovado, novinho em folha e por isso se inaugura a primeria página da agenda. Vontades que se registam nas folhas em branco, as idas ao ginásio, as palavras da língua que se quer aprender, livros que têm de ser lidos, viagens que se organizam mentalmente, tudo registadinho e pronto a ser feito.