segunda-feira, 10 de agosto de 2009

o poder da cor












Hoje está um dia lindo de Agosto, céu azul límpido, a linha do horizonte bem recortada. Enfim, tudo perfeito do ponto de vista cromático.

Até agora está a ser um dia perfeito, ainda para mais sendo segunda-feira. Tudo normal excepto o facto de ter vestido uma camisa lilás e de me ter cruzado com outras tantas pessoas que hoje escolheram a mesma cor para se trajarem.

Gosto de quase todas as cores, mas tenho uma atracção especial pelos tons entre o roxo e o lilás, entre a beringela e a beterraba, o que, por vezes, faz com que a opção por roupa desta cor seja pouco convencional.

Mas o que me intriga é o que leva as pessoas a escolherem roupa de determinada cor para vestirem. Se não tivermos ideias preconcebidas em relação a determinadas cores ficaremos então livres para optar por qualquer uma das que existem na paleta. Será que existe o poder da cor?

segunda-feira, 27 de julho de 2009

As férias dos sem-terra

















Deve ser muito aborrecido ter de trabalhar para as férias dos outros, mas não há remédio, é uma das muitas profissões existentes.


Aborrecido, triste mesmo, é trabalhar sem ter no horizonte uns dias de férias. Não poder ter um «lugarinho» no pensamento para sonhar com uma praia de límpida água azul ou uma casa com caramanchão ramoso como as que aparecem nas fotografias coloridas das revistas da especialidade. E, é este ir pensando que é tão benéfico para a alma.


Para além de tudo o mais, as férias são para arrecadar a energia que nos fará falta nos meses frios tal como o tempo das colheitas serve para guardar alimentos para o Inverno. As férias são uma graça para os sem-terra das cidades.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

A Oeste Nada de Novo

Oh quanto tempo! É verdade, mas a falta de tempo aliada à falta de imaginação é no que dá. No entretanto pouco aconteceu que justificasse uma corrida ao teclado. Talvez as mini-férias do 10 de Junho, ou a má sorte eleitoral de Sócrates justificassem um escrito, mas como o tempo esteve de feição para a praia e o resultado eleitoral era esperado nem isso foi motivo.

O Verão faz destas coisas; amorna a gente que fica na cidade e são poucas as notícias que parecem ter qualquer coisa de diferente como a da «provocação» ao encenador Ricardo Pais no Festival ao Largo, que Diogo Dória, Miguel Guilherme, Rita Blanco e Nuno Artur Silva resolveram fazer e assumir.

Um novo «Manifesto Anti-Dantas» quase cem anos depois cujo mérito é de permitir a quem passa poder assistir ao tratamento que é dado ao assunto.

Diogo Infante «não exerceu qualquer acto de censura para com uma decisão que era artística», fez bem mas pareceu pouco confortável. Os responsáveis pelo Festival pareceram-me estar chocados e receosos. Provavelmente os manifestos estão em desuso assim como tudo o que agite o nosso meio.

terça-feira, 26 de maio de 2009



Jorge Colombo fez a capa da revista newyorker desta semana. Um português em Nova Iorque, reino de todas as possibilidades, ou simplesmente um ilustrador de sucesso.


quinta-feira, 7 de maio de 2009

Alfaces da horta



Aderi à moda da horta. Não tenho muito espaço, mas boa vontade não falta. Ainda não tinha ido além da salsa e dos coentros, mas este Inverno lancei-me noutros produtos. Desde Janeiro que como alfaces deste vaso. Como não gosto delas grandes, só preciso de alguma paciência para catar com a tesoura folhinha a folhinha. É ao Domingo que me dedico a este desporto e aproveito ainda para olhar o rio que no final da tarde tem um azul lindo. 

terça-feira, 5 de maio de 2009

Sopa de tomate

Ando a prometer há algum tempo deixar de jantar. Ainda não foi hoje, mas já estou no bom caminho.

Jantei uma sopa de tomate que fiz na Bimby, não tão boa como a que comi em casa do Francisco José Viegas. Foi há mais de vinte anos, era ele um jovem magro, mas já se adivinhava ali alguém com mão para a cozinha.

Lembrei-me da sopa de tomate ao ler na revista do Expresso a sua frase “O meu momento de realização é quando há um silêncio. E depois, alguém diz: Hmmm!!”.

É verdade, foi a melhor sopa de tomate que já comi. Fiz com satisfação: Hmmm!.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Gestos de fim-de-semana


O meu 1º de Maio não me deixou saudades, antes pelo contrário. O 25 de Abril tinha sido há poucos dias e eu (sem grande razão de queixa dos fascistas, embora os achasse cinzentos), pensei que a festa fosse para sempre. Não me curei desta ideia romântica, por isso não me espantei com o que aconteceu a Vital Moreira. No meio daquela confusão, achei curioso o gesto de Vitor Ramalho que com vigor puxa pelo braço do candidato  quando este olha para trás. Relembrei o mito de Orfeu que para salvar Eurídice não poderia olhar para trás quando descesse ao inferno. Vital Moreira sentiu necessidade de olhar, é normal não nos podemos desligar do que fizemos, faz parte de nós.

Seguro, um aristocrata  na política

 António José Seguro é, a partir de agora, um homem a ser observado, por mim, é claro.

Parece ser honesto e teve um gesto de coragem, votou, sozinho, contra a Lei de financiamento dos partidos  ou como alguém disse contra o regresso da mala.

Agustina Bessa-Luís escreveu, num dos seus romances, uma frase de que gosto muito - “Pois que é a aristocracia senão o degrau mais alto que uma sociedade deseja atingir, a supremacia de determinada classe sobre as outras, a imposição dos seus valores, sejam eles de força, de trabalho, de espírito, conforme a época que lhes é propícia?”

Se o gesto de Seguro não foi inventado por uma qualquer empresa de comunicação, se foi autêntico e genuíno, foi uma verdadeira pedrada no charco.